JACINDA ARDERN, A AMADA PREMIÊ DA NOVA ZELÂNDIA

Jacinda Ardern vem chamando atenção por sua gestão na Nova Zelândia. Em outubro de 2017 ocupou o cargo mais importante do governo Neozelandês. Foi a terceira mulher a tornar-se primeira-ministra  e a segunda líder mais jovem na história do país. Ficou conhecida por levar sua filha de apenas 3 meses em uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) e foi tida como um modelo a ser seguido por sua reação aos ataques terroristas contra as mesquitas de Christchurch, em março de 2019. Jacinda é feminista, a favor do casamento homoafetivo e do aborto. Seu perfil não convencional atraiu a parcela jovem da população não conservadora, levou milhares de pessoas para as convenções do partido, aumentando o interesse da imprensa pelo governo.

Como já sabemos, nem tudo são flores quando uma mulher assume o poder. Os primeiros meses no novo cargo foram marcados por questionamentos relacionados à sua aparência e habilidade em governar o país com possíveis filhos. Ela engravidou apenas 8 meses após assumir o cargo de primeira-ministra, sendo a primeira premiê do país a ter um filho durante o mandato. Fez um brilhante trabalho e transformou a Nova Zelândia na nova utopia para onde todo mundo quer se mudar, ganhando fãs e admiradores no mundo inteiro.

Jacinda cresceu numa pequena cidade rural chamada Murupara, município com 7 mil habitantes, o que segundo ela, formou sua maneira de enxergar a política. Em uma entrevista para o site local RNZ em 2017, disse:

“Isso, (crescer em pequenas cidades) irá influenciar para sempre a maneira que eu enxergo o trabalho que faço e as políticas que tenho em mãos para desenvolvimento”

Teve pontos baixos também em seu governo relacionados ao povo nativo da Nova Zelândia (minoria Maori) que alegam “violações sem precedentes de direitos humanos” contra crianças Maori. Ardern não comentou o caso. Já o ministério das crianças, responsável pela agência do conselho tutelar, respondeu alegando que “todos os casos de crianças Maori são altamente emocionais, desafiadores e complexos.” E concluiu afirmando que os críticos não levam em conta o bem estar dos menores.

O ápice da sua gestão foi o sucesso conquistado na contenção da contaminação pelo Covid-19. As duras medidas adotadas renderam o controle de novos casos de contágio pelo vírus. No dia 23 de março, Jacinda anunciou que os 5 milhões de neozelandeses tinham 48 horas para se organizar para um bloqueio que deixaria de fora apenas os trabalhadores essenciais, numa quarentena obrigatória de 4 semanas. Apesar de austeras, as medidas foram elogiadas no mundo inteiro e bem sucedidas, resultando em apenas 1.798 casos e 24 mortes no território do país.

Segundo Ardern, ela fez uma “pequena dança” na sua sala de estar em celebração por causa da conquista. E pelo jeito vai continuar tendo bons motivos para dançar: a primeira-ministra lançou sua campanha de reeleição e segue na liderança em pesquisas de opinião no país com todas as chances de vencer pelo partido trabalhista.

Paula Guimarães
Paula Guimarães

Empreendedora, publicitária, mãe, 33 anos e dona de uma agência de publicidade apaixonante: a Navegar Publicidade. Workaholic assumida, também adoro escrever e contar histórias. Pretendo falar sobre tesouros escondidos (ou pouco falados) aqui do Brasil. Então PRE - PA - RA pra conhecer as brasileiras fora de série!