CONHEÇA 3 MULHERES POR TRÁS DE GRANDES DESCOBERTAS DA HUMANIDADE

Provavelmente, você já observou algum objeto ou tecnologia e se perguntou de onde surgiu aquela ideia e quem pensou naquilo. Provavelmente, também, você conheceu na escola alguns nomes de homens responsáveis por grandes descobertas que revolucionaram o mundo, certo? 

Mas e as mulheres, onde ficam na história das invenções? Apesar de serem submetidas ao papel de esposa e dona de casa em grande parte da história, muitas delas estiveram por trás de pesquisas e criações importantes para a humanidade. Você consegue se lembrar do nome de alguma delas? Eu, particularmente, por muito tempo só conseguia me lembrar da cientista Marie Curie, citada nas aulas de Química.

Por isso, é essencial resgatar a história e relembrar o papel de protagonistas que essas mulheres tiveram. É urgente dar o espaço que elas merecem na memória do mundo, principalmente para que a desvalorização e o apagamento da contribuição feminina não se repita. 

A lista de mulheres notáveis para a ciência é imensa e cresce a todo momento. Confira três delas abaixo:

Katherine Johnson 

(Foto: NASA)

No dia em que se completa 51 anos da ida do homem à Lua, Katherine Johnson não poderia ficar de fora desta lista. A matemática afro-americana foi uma das mulheres responsáveis pelos cálculos resultaram na missão espacial Apollo 11, em 20 de julho de 1969. 

Johnson nasceu em 1918 e, mesmo com seu lugar na NASA conquistado, enfrentou uma época de profunda segregação racial nos Estados Unidos. Todas as cientistas negras da agência espacial conviveram com o racismo escancarado diariamente. Elas trabalhavam em escritórios separados da equipe de pessoas brancas e eram obrigadas a usar outro refeitório e banheiros diferentes.

Katherine era uma matemática brilhante que chegou a calcular à mão a trajetória de foguetes e as órbitas terrestres. Ainda assim, o reconhecimento de seu trabalho demorou a chegar. Sua história só se tornou popularmente conhecida quando foi contada, em 2016, no filme Estrelas Além do Tempo, dirigido por Theodore Melfi. Além dela, as matemáticas Dorothy Vaughn e Mary Jackson também foram retratadas no longa-metragem. 

Um ano antes, em 2015, Johnson foi homenageada pelo então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Pelo trabalho realizado em mais de 30 anos de NASA, ela recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior condecoração civil do país. Aos 101 anos de idade, Katherine faleceu em 24 de fevereiro de 2020. Deixou um legado brilhante para a humanidade e, hoje, serve de inspiração para milhões de meninas e mulheres negras.

Nettie Stevens 

(Foto: Reprodução/Wikipedia)

A norte-americana Nettie Stevens nasceu em 1851, época em que o papel da mulher ainda era principalmente o de esposa. Buscando um caminho diferente, resolveu estudar e seguir carreira na área da Biologia. Stevens chegou a fazer pós-graduação e se tornou uma cientista e professora inspiradora.

Com papel fundamental para a história da genética, a bióloga estudava a diferença entre os cromossomos sexuais em animais. Na época, acreditava-se que a determinação sexual sofria apenas influência da fêmea ou de fatores ambientais. 

Mas, em 1905, por meio de sua pesquisa com o besouro da farinha, a cientista descobriu que o macho poderia carregar o cromossomo X ou Y, enquanto a fêmea, apenas o cromossomo X. Portanto, o responsável pela determinação sexual seria o macho. 

No mesmo período, o pesquisador Edmund Wilson realizou uma descoberta semelhante, mas sem relação com a de Stevens. Anos mais tarde, o renomado pesquisador Thomas Morgan chegou à mesma conclusão e ganhou um prêmio Nobel pelo trabalho desenvolvido com a genética. 

Nettie Stevens faleceu aos 50 anos, em decorrência de um câncer de mama. Seu nome demorou muito tempo para ser reconhecido pela comunidade acadêmica e, ainda hoje, poucos sabem de sua enorme contribuição para a ciência. 

Lupe Hernandez

(Foto: Reprodução/Hypeness)

Em tempos de coronavírus, um item de higiene se tornou indispensável em todos os lugares, o álcool em gel. E, por ele, devemos agradecer à uma mulher!

Pouco se sabe sobre a história pessoal da enfermeira de origem latina, Lupe Hernandez – nem mesmo se ela está viva. Mas sabe-se que ela criou o álcool em gel em 1966, quando era estudante de enfermagem em Bakersfield, Califórnia. 

Segundo artigo do jornal The Guardian, a ideia surgiu da preocupação de Lupe com a disponibilidade de água e sabão para os profissionais de saúde. Ao pensar em uma forma de higienizar as mãos da equipe médica de forma simples e prática, ela percebeu que o álcool em forma de gel seria uma boa solução para o problema. 

O produto se tornou um sucesso tão grande que hoje é fundamental para proteger milhares de pessoas de infecções e doenças.

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Sofia Hermoso
Sofia Hermoso

Com 23 anos, é jornalista recém-formada pela UNESP Bauru. Segue na busca do melhor caminho para alcançar o seu objetivo: contar histórias de pessoas reais. Seja por meio da escrita ou pelas lentes de uma câmera, espera contribuir para que vidas, principalmente as quase sempre invisibilizadas, passem a ser enxergadas. Acredita no jornalismo como difusor de informações relevantes, verdadeiras e fundamentais para a democracia.