RIHANNE-SE

Aqui nesta casa, eu sirvo a entidade divina Rihanna. Amém!

Além de ser uma mulher de personalidade forte, poderosa e dona de si, ela é cantora, compositora, empresária, produtora musical, modelo, atriz, dançarina, filantropa, designer de moda… E tudo o que ela quiser ser.

Quando pequena, ela ajudava o pai a vender roupas em uma ilha em Barbados, sua terra natal, e hoje aos 32 anos é a artista feminina da música mais rica do mundo, segundo a Forbes.

Lição Número 1: nunca desista dos seus objetivos, mana!

Minha maior meta nessa vida é ser Best friend da Riri, por tudo o que ela nos ensina e representa!

Os ensinamentos começam pelas letras de suas músicas, que em sua maioria, trazem mensagens inspiradoras para as mulheres. São muitas, então vou citar apenas cinco que nos dizem bastante:

1 – Em Take a Bow, ela diz sobre saber a hora de terminar um relacionamento, impor limites e que ninguém merece ficar perdoando mentiras de alguém que não te respeita;

2 – Ótima pra cobrar alguém que te deve aquela grana, em Bitch Batter Have My Money, ela nos ensina o quanto é importante se impor e sempre cobrar o que lhe pertence;

3 – Falar sobre sexo, ainda é um tabu (por que né?), mas não pra Riri. Em Sex With Me ela nos ensina sobre autoconfiança, reconhecer nossas qualidades e admirar o próprio corpo;

4 – Rom pom pom pom. Primeiro devemos esclarecer que não somos a favor da violência, porém Man Down – a música que narra um assassinato, fala basicamente sobre fazer justiça e não deixar um abusador sair impune;

5 – Por último, mas não menos importante, a oração que ouço TODOS os dias: Needed Me é um hino do empoderamento e autoestima. Ela deixa claro que nós somos a dona do poder e não precisamos de homem para nada (quem precisa?).

*Todo o álbum ANTI fala sobre um processo de empoderamento, e cada faixa faz a gente se sentir um mulherão da porr*.

Bom, para além de hits que amamos (saudades hits novos), Riri passa a ser uma imagem que representa a força da mulher. Ela que já foi vítima de violência doméstica, virou a mesa e mostra que não devemos abaixar a cabeça para os agressores. Outra lição que ela traz é de que, construir a própria trajetória e alcançar os objetivos pessoais e profissionais é maior do que qualquer relacionamento. Estar plena e sozinha é melhor que estar com um boy lixo e não é sobre viver na solidão, mas sobre saber aproveitar a solitude e desfrutar suas conquistas.

Rihanna deu uma pausa em sua carreira musical para se dedicar ao seu lado empresário, e revolucionou a indústria da moda e da beleza:

– Sendo a primeira mulher negra a comandar uma grife de luxo, lançou a Fenty, pertencente ao conglomerado de luxo LVMH, o mesmo que cuida da Louis Vuitton e Dior.

– Não contente somente com roupas, ela possui a Savage x Fenty, uma marca de lingeries dos sonhos para TODOS os corpos, os tamanhos vão do PP até o 3XXL.

Mais uma vez sendo perfeita, Rihanna diz que a marca não foi criada com o objetivo de agradar os parceiros de quem usa as peças, e sim pensadas para mulheres que querem SE agradar. Nos desfiles e editoriais, é celebrada a diversidade e inclusão de corpos, etnias e gêneros. A artista promoveu o Savage x Fenty Show, uma fusão de moda, música e dança (por que choras Victoria’s Secret?), transmitido com exclusividade no Amazon Prime.

– Não disse que ela faz tuuudo? Pois bem… A Fenty Beauty, sua linha de maquiagem, tem como slogan ‘Beauty for All’’, ou seja, Beleza Para Todos. Já vimos algo parecido em várias marcas que usam a ‘’onda’’ da inclusão para ganhar dinheiro, mas com a Riri o negócio é real: a marca aposta na diversidade e traz 40 tons distintos de base. Além de tudo, não realiza teste em animais.

– Em uma nova empreitada, que ainda não é o álbum R9 (os fãs choram), ela inova e chega ao mercado do skincare com a Fenty Skin. Levantando a bandeira de que cuidados com a pele não possui gênero.

Eu quero a Bad Girl para presidente do mundo, tem como? Além de ser uma artista completa, mostra que é de fato uma Fada Sensata e luta por diversas questões sociais:

Criou a Fundação Clara Lionel, uma organização sem fins lucrativos de educação e suporte de emergência (através da Fundação ela doou US$5 milhões para esforços de combate ao COVID-19); construiu um centro de oncologia e medicina nuclear para diagnosticar e tratar o câncer de mama em um hospital de Barbados; participou da Campanha do Dia Mundial da Luta contra a AIDS; criou o Diamond Ball: um baile beneficente que arrecada fundos para a sua ONG, ajudou na construção de um hospital no Malawi e deu acessibilidade às meninas do país acessar a escola, se posiciona contra o racismo, machismo e homofobia, coloca Barbados no radar do mundo e em 2017 foi nomeada Humanitária do Ano, em Harvard. E ela segue fazendo tuuudooo…

Moral da história? Precisamos de mais Rihanna’s na sociedade.

Ela é um chute no saco do patriarcado pelo modo de agir, vestir e ocupar espaços. É uma mulher negra que tem orgulho de ser quem é, e não nega suas raízes, não liga para suas estrias e nos ensina a amar nosso próprio corpo, gente da gente, sempre com seu drink (ou beck) na mão, dona de sua própria sexualidade, tem autonomia e esfrega suas individualidades na cara de todos. Usa tudo isso para impor sua identidade e seus discursos ao mundo, inspirando a nossa geração, e principalmente a que está por vir, é desprendida das opiniões de terceiros, nos ensina que devemos ser livres para buscar o que é nosso e correr atrás dos nossos objetivos.

Que todas nós possamos encontrar todos os dias a nossa Rihanna interior. Amém!

Shine bright like a diamond, garota!

Talitha Dejesus
Talitha Dejesus

Graduanda em Produção Cultural. Formada em Modelagem do Vestuário, Produção e Marketing de Moda. Repórter do Portal Emerge Mag e Assessora de Comunicação na Mocidade Unida da Mooca. Atua como voluntária no Museu Afro Brasil e na Pinacoteca de São Paulo. Sagitariana raiz com ascendente em Áries. Viciada em café e cerveja. Não abre mão de sua ancestralidade. É inquieta e quer sempre saber e fazer mais. Tem a Arte, a Cultura e o Samba como filosofia de vida e acredita que as mulheres pretas e as periferias são potências para a transformação da sociedade!