COMUNICAÇÃO CLARA, ASSERTIVA E NÃO-VIOLENTA

Comunicação é a base de tudo e qualquer coisa. Como o ar que respiramos, também precisamos nos comunicar pra viver nesse mundão.

Comunicamos para nos expressar, mas, mais do que isso, comunicamos para ser. Ora, tudo que sinto, reconheço, aprendo e vivo será, de alguma forma e em algum momento, externalizado para o mundo. É assim que trocamos e evoluímos. O grande lance é saber se essa comunicação, isso que somos e externalizamos para o mundo, está sendo passada de forma clara.

O primeiro passo para uma comunicação mais assertiva é o autoconhecimento, claro (no meu primeiro texto eu avisei que falaríamos quase sempre sobre ele, lembram?). Antes de colocar pra fora aquilo que sou preciso, entender quem sou, o que sinto, as minhas emoções, tudo o
que está dentro de mim.

Entender quem somos exige pausa, atenção e presença – e isso tudo faz parte do processo de comunicação.

Depois que entendemos toda nossa bagagem e organizamos dentro de nós tudo o que somos, partimos pro próximo passo que é entender o outro – não, ainda não é hora de externalizar. Esse olhar para o outro serve para compreendermos que como seres humanos somos
diferentes e, por isso, mesmo tendo uma visão muito clara de nós, ainda assim precisamos tratar com empatia quem receberá aquilo que precisamos compartilhar.

Esse entrar em empatia é sobre escuta e conexão com os sentimentos e necessidades do outro – até quando nem mesmo ele sabe quais são. Ao nos conectamos verdadeiramente com alguém estamos dando espaço para que ela descubra a si mesma e, ao mesmo tempo, nos colocando numa situação de vulnerabilidade – não estamos reagindo, nem formulando respostas, nem julgando, estamos apenas escutando o outro, e isso nos faz perceber que compartilhamos muitas coisas.

Agora que já sabemos o que se passa dentro de nós e reconhecemos o lugar do outro, ao externalizar o que queremos compartilhar temos muito mais chances de uma comunicação mais assertiva. Isso não tem a ver com certo e errado, mas sim com a preocupação em como a nossa mensagem será recebida pelo outro.

A Comunicação Não-Violenta (CNV) traz um guia de 4 passos para uma comunicação mais clara e honesta:

1. Observação – observamos o que está acontecendo (sem julgamentos)

2. Sentimento – identificamos como nos sentimos ao observar aquela ação

3. Necessidade – reconhecemos quais necessidades estão ligadas aos sentimentos que identificamos

4. Pedido – deixamos claro o que queremos do outro

Esses passos podem acontecer em ordem ou simultaneamente e acontecem tanto para nos expressarmos quanto para recebermos.

No final de contas, o que importa não é só o que queremos comunicar, mas sim, o que queremos que o outro entenda pelo que comunicamos.

“A CNV nos ajuda a nos ligarmos uns aos outros e a nós mesmos, possibilitando que nossa compaixão natural floresça”.
Raissa Capibaribe
Raissa Capibaribe

Minha paixão é compartilhar tudo que aprendo e experiencio para ajudar pessoas a (re)descobrirem sua força interior. Meu rolê preferido sempre vai ter uma boa comida, acompanhada de vinhozinho e boas companhias (e um pagodinho pra ficar perfeito hehe).