A IMPORTÂNCIA DE FAZER NADA!

Olá girls! Como é que vocês estão? Hoje vamos bater um papo sobre fazer nada? E digo: não é fazer nada na vida, mas conseguir se permitir fazer nada para conseguir relaxar.

Com a quarentena veio o home office, a produção de trabalho para renda extra, e junto, o sentimento de cobrança de eterna produtividade. Quem aí sentou para trabalhar às 8h, às 18h ainda estava trabalhando e se sentiu culpada por decidir parar? A facilidade de muitas vezes o trabalho estar ali, logo no outro cômodo, ou muitas vezes dentro do próprio quarto, levantou questões sobre o quanto nos cobramos para produzir mais, ou o sentimento de culpa por decidir ficar sem fazer nada em um dia que as coisas não estavam lá muito bem.

A verdade é que para a culpa diminuir, a tarefa é árdua. Então para ajudar com esse processo, nós vamos falar sobre os benefícios que essa pausa traz. Se você nunca pára, ou não entende o porque não deve sentir culpa, esse texto é para você. Primeiro que a falta de pausa te coloca em modo automático: você não consegue mais produzir com entusiasmo, entra em modo automático. Isso te desmotiva, te deixa exausta mais facilmente e faz com que seu trabalho não saia bom, o que gera culpa, mais cobranças e o ciclo se torna sem fim.

A pausa, faz com que você descanse a cabeça, estimula a produção de endorfina, relaxa o cérebro e o corpo, além de te dar a sensação de “agora estou no modo off”. E você pode aproveitar esse tempo para alimentar sua saúde mental: fazer skin care, assistir a um filme “comfort“, fazer um alongamento, tomar um banho mais demorado com direito a luz de velas e incenso aceso; Alimentar a sua saúde física: fazer yoga ou algum exercício físico, preparar as próprias refeições – e por favor, não fica pensando em “dia do lixo” ou nas dietas – porque comida é sobre alimento, amor e afeto, não sobre lixo e magreza. Faça exercícios porque você ama seu corpo, não porque o odeia; Alimentar sua saúde espiritual: fazer meditação, ler a bíblia ou qualquer outro livro que você considere sagrado do ponto de vista religioso ou pagão, usar cristais, tomar água solarizada (você coloca água filtrada dentro de uma garrafa de vidro previamente higienizada, e deixe que o sol energize essa água durante meio dia – os benefícios são excelentes), tenha contato com a natureza – ela é uma grande mãe, e está sempre disposta a nos acolher, nos ouvir e nos acalmar.

“Trabalhe muito em prol dos seus objetivos, mas pare para relaxar. Pessoas exaustas geralmente desistem, porque elas não aprendem a descansar”

E se você é ansiosa e fica pensando todo o tempo em trabalho, estabeleça um horário para descanso: funciona para mim – eu tenho 3h para não fazer nada e vou assistir Bob Esponja , é o que digo para mim mesma – e sempre funciona! Além de Bob Esponja ser super relaxante, eu já tirei várias ideias legais de lá, seja para trabalho, seja para criar conteúdo, ou só para rir de coisas idiotas mesmo, nós merecemos!

Esse “ócio criativo” também ajuda o cérebro relaxar e conectar diferentes coisas. Tem um trecho do livro O Caminho do Artista, da Julia Cameron, que eu amo: “Durante os períodos de relaxamento após uma atividade intelectual concentrada, a mente intuitiva parece dominar e pode produzir as descobertas repentinas iluminadoras que dão tanta alegria e deleite” (Fritjof Capra). Ou seja, trabalhe muito em prol dos seus objetivos, mas pare para relaxar. Pessoas exaustas geralmente desistem, porque elas não aprendem a descansar.

Julia faz alusão a um poço, cheio de peixes para “alimentar” o artista dentro de você. Mas às vezes você pode comer peixes demais, e então precisa “abastecer” o poço. Sua recomendação é: escute uma boa música por uns 10 minutos. Dance ao som de tambores ou batidas fortes. Cozinhe, porque o cheiro e a sensação de preparar alimentos, também vai alimentar suas ideias e seu relaxamento. Ela chama esse processo de “encher o poço”. Eu chamo de alimentar repertório . E tem algo mais poderoso que isso? Você nutre o corpo, a alma, e indiretamente o seu trabalho.

Bom apetite!

Rachel Salles
Rachel Salles

Publicitária, desbravadora, inquieta e viciada em cores e em glitter. Acredita na pluralidade das pessoas, na autoaceitação e que sim: você pode ser quem quiser.