TRÂNSITOS ASTROLÓGICOS DOS ÚLTIMOS DEZ DIAS DO MÊS (DO DIA 21 A 30 DE JUNHO)

Não sou muito fã de terrorismo astrológico, mas para junho não vai ter muito jeito. Só tenho uma coisa a dizer: se prepara que esse mês vai ser pedrada. Além de Júpiter, Plutão, Saturno, Vênus – na maior parte do mês – retrógrados, Mercúrio se junta ao time para trazer aquela falha de comunicação. Temos ainda dois eclipses intensos e profundos, com alto potencial de transformação, mas que como tudo na vida, pedem presença e consciência. Não bastando, no final do mês Júpiter e Plutão se encontram em Capricórnio naquela famigerada conjunção que a gente não sabe se ama ou se exorciza.

Eclipses são potencializadores de energia. São fenômenos que envolvem posicionamentos exatos entre a Terra e os dois Luminares, o Sol e a Lua. Vamos considerar assim: o Sol assume um efeito causal e influencia na nossa realidade externa. A Lua simboliza a alma, o que vem dentro e temos de mais profundo. E a Terra é o que fica no meio disso, onde ocorre a troca de energia da causa e da alma.

Em um eclipse, há um contato direto entre esses três componentes simbólicos que sentimos como um grande empurrão na vivência do nosso propósito aqui. Mas não se assuste com a intensidade deles: todo ano rola eclipse. Todo ano temos descargas energéticas que nos impulsionam em uma direção evolutiva. E o interessante desses fenômenos é que seu efeito não dura só no momento em que ele está acontecendo. Nesse sentido as opiniões divergem, podendo durar meses ou até que outro do mesmo tipo ocorra, como antigas civilizações acreditavam. Tudo isso para dizer que neste mês de junho teremos dois eclipses, um lunar no dia 5 (que já falamos aqui) e um solar no dia 21.

O eclipse solar do dia 21 (amanhã) vai ter uma pegada completamente diferente. Até porque ocorre o contrário em eclipses solares: Sol, Lua e Terra estão alinhados. Sol e Lua estão em Câncer. Está todo mundo falando a mesma língua. Os corpos egoicos e emocionais conversam entre si, pedindo regeneração e trazendo um forte poder de criação. O fenômeno ocorre em Câncer e Capricórnio vem junto, demonstrando a magnitude desse eclipse solar.

A famigerada conjunção do início do ano que vem nos afetando o ano inteiro aconteceu em Capricórnio. Plutão e Júpiter se encontram novamente em Capricórnio em junho. É onde toda a treta tem acontecido. Câncer fala das nossas raízes, nossa ancestralidade, toda a bagagem emocional que carregamos até chegarmos aqui. Só por causa de tudo que vivemos que somos capazes de estruturar e consolidar as coisas, e é o diz respeito a Capricórnio, seu oposto complementar. Velhas histórias vêm buscando seu espaço nos últimos tempos: elas pedem uma resolução. São energias que viemos carregando até o presente momento que devem ser resgatadas e integradas para que possamos continuar na consolidação do nosso viver mais inteiros. E leves. Não precisamos levar um peso desnecessário na nossa caminhada.

Este eclipse solar vai acontecer no grau 0 de Câncer. Se você ainda não entendeu, essa descarga energética nos possibilita um recomeço, um novo início. E pra que isso seja possível, é preciso um alinhamento entre o fazer e o sentir. Só assim vai ser possível o aprimoramento da consciência para que a nova jornada seja realizada com sabedoria e discernimento.

No dia 25, Vênus retoma seu movimento direto em Gêmeos, e no dia 30, Júpiter e Plutão se encontram em Capricórnio, marcando o segundo de três encontros entre os grandes do zodíaco. Estamos vivendo o efeito desses encontros o ano inteiro, só que agora vem uma segunda onda, marcando ainda mais as consequências energéticas. Crises ideológicas estruturais, tanto sociais, quanto políticas e econômicas. Morte de antigas compreensões espirituais, mentais e físicas para a consolidação de credos mais sólidos. Uma nova visão do que é a justiça, a transformação, a verdade. O fim que precede novos inícios.

Quando disse lá no início que seria pedrada, foi no sentido de que junho é um mês que pede profundidade. Silêncio interior. Um olhar pro mundo de dentro, direcionado para o nosso infinito potencial regenerativo. Abrir mão do que já era dado como certo pode ser desafiador, mas acredite quando digo que é de suma importância olhar para a mudança com um olhar amigo. Nada é permanente e nem deveria. A renovação é a força da vida.

Caroline Borges
Caroline Borges

Jornalista, comunicadora, terapeuta energética e astróloga em eterna construção pela vida. Trago saberes e incentivo sonhos no @ocosmosevoce.